Mercado fortaleceu imagem durante a pandemia

Mercado fortaleceu imagem durante a pandemia

Um dos executivos mais destacados do mercado e com uma carreira ascendente na Porto Seguro, Rivaldo Leite caminha para completar, em fevereiro de 2021, seu primeiro ano no Sindicato das Empresas de Seguros e Resseguros de São Paulo (Sindseg-SP). Ele se dedica há mais de 40 anos ao setor.

Logo após assumir a gestão do sindicato, surgiu a pandemia da covid-19, mas ele, como todos os demais atores das companhias nacionais, soube administrar a situação com sabedoria – e o mais importante: resiliência. “Nossa imagem se fortaleceu como ente vital de proteção”, afirmou o executivo nesta entrevista exclusiva à revista Insurance Corp.

Rivaldo observa a inevitável crise provocada pela pandemia com serenidade. Segundo ele, o Brasil já passou por diversas situações adversas, mas é preciso enfrentá-las com determinação.

Insurance Corp – Qual é a principal lição que a pandemia do novo coronavírus trouxe para o mercado segurador brasileiro?

Rivaldo Leite – A resiliência foi posta à prova e o mercado com todos os seus atores – seguradores, resseguradores, corretores e prestadores de serviço em geral – se comportaram de forma exemplar. Em pouco tempo, a estrutura das companhias se adaptou e começou a funcionar com o confinamento de quase 100% das pessoas. Nossa imagem se fortaleceu como ente vital de proteção. As pessoas querem valorizar a vida e os seus familiares. A consciência do seguro foi ampliada. Pena que muitos acham que tudo se pode cobrar do seguro. Esta é uma realidade que temos de mudar. No mercado, nem tudo pode.

IC – O senhor considera que a covid-19 promoveu um aumento na procura por seguros de vida, pelo fato de potencializar o sentido da proteção, acelerando uma tendência já existente?

RL – Sem dúvida alguma. Especialmente as pessoas que sentiram de perto a dor ou se viram ameaçadas pela pandemia, lembraram em ampliar os seus mecanismos de proteção ou decidiram mesmo buscar novos tipos de proteção. Isto possibilita a criação de novos produtos, o que efetivamente é muito bom para os consumidores.

IC – Nesse processo de isolamento social e mesmo no relaxamento de algumas medidas nesta natureza, no âmbito das seguradoras, o home office está definitivamente integrado no dia a dia das companhias. Este é um processo irreversível?

RL – Posso dizer que esta tendência vai se consolidar. Se havia dúvidas, elas não existem mais. Será muito mais fácil adotarmos a prática e reorientar a ocupação e divisão de espaços. Em pesquisa recente que li, constatei algo interessante. Tomei conhecimento de que a Região Sudeste exibe um potencial de abrigar 23% de todos os colaboradores de empresas em regime de home office. Temos de usar isso de forma inteligente.

IC – De que forma o mercado pode manter resiliência mediante um cenário de queda do Produto Interno Bruto, em torno de 5%, segundo dados de bancos e agências de classificação?

RL – A queda do PIB afetará a todos e será de âmbito mundial. Pode ser que pelo tamanho do País e das dificuldades de um controle maior da pandemia, o Brasil demore mais tempo para se recuperar. Já vivemos crises mais de uma vez. Teremos várias dificuldades, porém precisamos enfrentar uma a uma começando sempre pelas mais importantes. E com determinação.

IC – Em termos de produtos para a área de automóvel, comenta-se sobre o advento de um seguro 24 horas, que pode ser contratado durante um longo deslocamento pelas rodovias em viagens, com proteção por perda total por acidente. O mercado está maduro o suficiente para esse tipo de contratação sob demanda?

RL – Particularmente acho essa modalidade mais apreciável para os que não possuem nenhum tipo de seguro. Já existem produtos no mercado e tudo dependerá do interesse. Contudo, os seguros tradicionais ainda têm uma longa estrada de duração.

IC – Como o senhor está conseguindo conciliar suas atribuições como presidente do Sindseg-SP e vice-presidente comercial e de marketing da Porto Seguro?

RL – Tudo é uma questão de prioridade. Há momentos que meu “chapéu” é de presidente do Sindicato das Seguradoras. Visto esse chapéu com muito orgulho e me sinto bem. Na vice-presidência da Porto Seguro estou há muito tempo e aí são várias coisas que me dedico com o mesmo prazer e vontade.

Fonte: Revista Insurance Corp

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